Bauru
Bauru, Brazil

Ensaio CBR para Pavimentação Viária em Bauru

O equipamento que mais circula pelo nosso laboratório em projetos de Bauru é a prensa CBR com anel dinamométrico calibrado e extensômetro de 0,01 mm de resolução. A gente prepara os corpos de prova com o soquete grande do Proctor, de 4,536 kg, compactando em cinco camadas iguais dentro do cilindro metálico — e não tem atalho. Bauru tem um perfil de solo areno-argiloso que responde diferente conforme a estação: no inverno seco a compactação atinge pico com facilidade, mas de dezembro a março a chuva satura as jazidas e a curva de compactação desloca. Por isso cada ensaio aqui exige controle de umidade em estufa antes de ir para a prensa. Apoiamos essa etapa com o ensaio de granulometria para classificar a fração fina do material, e em trechos com aterro elevado usamos ensaios Proctor para definir a energia de compactação que reproduz as condições reais da obra. O resultado é o índice de suporte que o projetista precisa para dimensionar as camadas do pavimento sem margem para erro.

Um CBR executado sem imersão em Bauru não serve para projeto nenhum — o solo laterítico perde resistência quando satura e só o ensaio completo mostra o valor real.

Detalhes técnicos do serviço em Bauru

A norma que rege o ensaio é a DNER-ME 049/94, que estabelece o procedimento para determinação do Índice de Suporte Califórnia com imersão por quatro dias. Em Bauru esse detalhe da imersão é o que mais separa um ensaio bem executado de um número sem sentido. A cidade está sobre os arenitos do Grupo Bauru, formação que drena rápido na superfície mas retém umidade nos horizontes mais argilosos — e quando o subleito satura, o CBR de projeto pode cair pela metade se não houver simulação correta. Nossa rotina segue a risca: compactamos na umidade ótima, imergimos com sobrecarga de 4,5 kg simulando o peso do pavimento, e lemos a expansão diariamente no deflectômetro. Só depois rompemos na prensa a 1,27 mm/min. A interpretação do resultado considera a curva tensão-penetração corrigida no ponto de inflexão, porque o material laterítico típico da região de Bauru costuma apresentar comportamento de enrijecimento que falseia a leitura direta. Os valores de CBR que entregamos variam entre 6% e 22% conforme a jazida, e o projetista consegue definir com segurança as espessuras de base, sub-base e reforço do subleito.
Ensaio CBR para Pavimentação Viária em Bauru
Ensaio CBR para Pavimentação Viária em Bauru
ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Soquete utilizado4,536 kg — altura de queda 457 mm
Número de camadas5 camadas com 12 golpes cada
Período de imersão96 horas com sobrecarga de 4,5 kg
Velocidade da prensa1,27 mm/min
Leitura de expansãoDeflectômetro com resolução 0,01 mm
Penetrações de referência2,54 mm e 5,08 mm

Fatores críticos do terreno em Bauru

A transição entre a estiagem e o período chuvoso em Bauru é o momento mais traiçoeiro para projetos viários que dependem de CBR. De maio a setembro o solo está seco, a compactação atinge densidades elevadas com facilidade, e os índices de suporte saem otimistas no relatório. Aí chega novembro, a umidade sobe, e o subleito que parecia competente começa a bombear finos sob carga repetida. Já vimos isso em trechos da SP-321 e em acessos a loteamentos no entorno da cidade. O risco não está no ensaio em si — está em executá-lo fora da condição crítica. Por isso condicionamos a amostragem ao perfil de umidade de campo medido com speedy, e sempre confrontamos o CBR de laboratório com a verificação in situ usando densidade com cone de areia após a compactação da camada experimental. Se o grau de compactação ficar abaixo de 95% do Proctor, o CBR perde validade porque o solo não está na condição de projeto. Outro risco recorrente é o uso de jazidas não caracterizadas: em Bauru há bolsões de argila orgânica nos fundos de vale que dão CBR inferior a 2% e exigem substituição total do material. Ignorar a variabilidade espacial do solo aqui é condenar o pavimento a trincas prematuras.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Normas aplicáveis: DNER-ME 049/94 — Determinação do Índice de Suporte Califórnia de solos, DNIT 172/2016 — ME — Compactação de solos utilizando energia Proctor, ABNT NBR 9895:2016 — Solo — Índice de Suporte Califórnia (CBR), ABNT NBR 7207:1982 — Terminologia e classificação de pavimentação

Nossos serviços

Executamos o ensaio CBR como parte de um pacote de caracterização geotécnica voltado para projetos viários em Bauru. Cada serviço complementa o dimensionamento do pavimento com dados confiáveis e rastreabilidade de laboratório.

Ensaio CBR com imersão e expansão

Determinação do Índice de Suporte Califórnia seguindo DNER-ME 049/94, com compactação Proctor Normal ou Intermediário conforme especificação de projeto, imersão de 96 horas com leitura diária de expansão, e ruptura em prensa automática calibrada. Emitimos relatório com curva tensão-penetração, CBR corrigido e registro fotográfico de todas as etapas.

Caracterização completa de jazida para pavimento

Além do CBR, realizamos ensaios de granulometria por peneiramento e sedimentação, limites de Atterberg (LL e LP), compactação Proctor e verificação in situ com cone de areia. O pacote permite classificar o solo pelo sistema TRB e definir a melhor dosagem de mistura solo-brita quando o material natural da jazida não atinge o CBR mínimo de projeto.

Perguntas e respostas

Qual o prazo para entrega do resultado do ensaio CBR?

O ensaio completo, incluindo compactação, imersão de 96 horas e ruptura, leva de 5 a 7 dias úteis para emissão do relatório. Se houver urgência, podemos antecipar o CBR sem imersão em 2 dias, mas sempre recomendamos aguardar o ciclo completo porque o solo de Bauru perde resistência significativa quando saturado.

Qual é o custo de um ensaio CBR para projeto viário em Bauru?
Qual a diferença entre CBR com e sem imersão?

O CBR sem imersão mede o suporte do solo na umidade de compactação, mas não reflete a condição real do pavimento após chuvas prolongadas. A imersão de 96 horas simula a saturação do subleito ao longo da vida útil da via. Em Bauru, onde o solo laterítico tem comportamento hidráulico variável, o CBR imerso costuma ser 30% a 50% menor que o seco — ignorar essa diferença leva a subdimensionamento das camadas.

O ensaio CBR serve para pavimento rígido e flexível?

Sim, o CBR é parâmetro de entrada tanto para dimensionamento de pavimentos flexíveis quanto rígidos. Nos flexíveis, o valor de CBR do subleito define a espessura total necessária pelo método do DNER. Nos rígidos, o CBR alimenta o cálculo do módulo de reação do subleito (k), que influencia a espessura da placa de concreto. A norma ABNT NBR 9895:2016 padroniza o procedimento para ambas as aplicações.

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